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O que mudou na nova tabela de frete ANTT?

Neste post, explicamos as principais mudanças da Tabela de Frete ANTT 2026 e como elas impactam pequenas e médias transportadoras. O conteúdo detalha como funciona o cálculo do frete mínimo, a nova regra de contagem de eixos, os coeficientes por tipo de carga e as diferenças entre as tabelas A, B, C e D.

Além disso, aborda vantagens, desafios, cuidados com a fiscalização e boas práticas para negociar fretes com mais segurança jurídica e financeira.

Se você trabalha com transporte rodoviário, já deve ter ouvido falar da atualização da tabela de frete da ANTT. Mas o que mudou de fato e como isso impacta quem está na estrada ou gerencia a operação?


Não é só questão de números. A tabela define quanto, no mínimo, o frete deve pagar, ajudando na negociação com contratantes e garantindo uma base legal para evitar problemas com a fiscalização. Mas, para pequenas e médias transportadoras, entender a tabela vai além de olhar valores, é preciso compreender como ela funciona na prática e como tirar proveito dela sem prejuízo.



Por que a tabela mudou?

O setor de transporte rodoviário do Brasil enfrenta desafios antigos: o frete abaixo do custo real, dificuldade de fiscalização e diferentes interpretações sobre as regras.

 

Por isso, este ano a ANTT atualizou a tabela para alinhar o frete mínimo aos custos reais de combustível, manutenção, desgaste do veículo e operação de carga e descarga. Além de padronizar regras, como a contagem de eixos, evitando conflitos e multas, e de dar mais segurança jurídica para transportadores e contratantes.



Como o frete mínimo é calculado?

O cálculo considera dois fatores principais: o valor por quilômetro rodado, que depende do número de eixos e do tipo de veículo. E um valor fixo por tipo de carga, que reflete o tempo e a complexidade de carregar e descarregar.

 

Além disso, cada tipo de carga tem um coeficiente diferente, porque transportar grãos, carga geral, produtos químicos ou contêineres envolve esforços e riscos diferentes.


Exemplo: se você transporta grãos e produtos químicos no mesmo veículo, o cálculo do frete mínimo considera o coeficiente da carga química, que é mais alto. Isso garante que o transporte não seja subvalorizado.



Contagem de eixos

Antes, havia confusão se os eixos suspensos deveriam entrar no cálculo. Agora, a regra é direta: todos os eixos contam, mesmo os que ficam levantados.

 

Com isso, caminhões menores ou com menos eixos podem ter fretes menores, enquanto veículos com mais eixos podem ser mais valorizados em determinadas operações.


Dica: organize sua frota pensando nos tipos de carga que você mais transporta. Isso ajuda a calcular o frete correto e negociar com segurança.



Entenda as tabelas A, B, C e D

A ANTT separou os cálculos em quatro tabelas, para refletir como a operação é realizada.

 

Tabela A: operação completa, caminhão e carreta sob responsabilidade do transportador.

Tabela B: o contratante fornece a carreta, e o transportador só o cavalo mecânico.

Tabelas C e D: operações de alto desempenho, mais produtivas, com menor tempo parado.

 

Escolher a tabela correta evita erros no cálculo e riscos de multa.


Dica: sempre verifique no contrato qual tabela deve ser usada. Se houver dúvida, documente a negociação.



Impactos para pequenas e médias transportadoras

Para empresas menores, a tabela traz vantagens e desafios:

 

Vantagens:

Mais clareza sobre o frete mínimo e segurança jurídica.

Redução de discussões com os contratantes sobre valores injustos.

Ferramentas para planejar custos e investimentos na frota.

 

Desafios:

Veículos menores podem ficar em desvantagem em alguns tipos de carga.

É necessário prestar atenção na documentação e no cálculo correto.

 

Os transportadores podem precisar atualizar a frota ou reorganizar operações para se manter competitivos.

 



Fiscalização: como se proteger

A fiscalização da ANTT hoje é mais eficiente.

 

Para evitar problemas, mantenha a documentação atualizada (notas fiscais, conhecimento de transporte, registro de eixos), use planilhas ou softwares de cálculo para não errar nos coeficientes, negocie com os contratantes de forma transparente, mostrando o cálculo do frete mínimo.

 

Seguindo esses passos, a tabela se torna uma ferramenta de proteção e planejamento.



Resumo prático para consulta rápida

- A tabela define o piso mínimo do frete.

- Todos os eixos contam, inclusive suspensos.

- Cada carga tem seu coeficiente. Cargas mistas usam o maior.

- As tabelas A, B, C e D refletem o tipo de operação.

- Transporte de carga própria não está sujeito ao piso mínimo.

- Organização, cálculo correto e documentação reduzem os riscos.

 



Conclusão

A tabela de frete 2026 pode ser uma ferramenta poderosa se usada corretamente.


Para pequenas e médias transportadoras, isso significa planejar custos, negociar com segurança e se proteger de multas ou cobranças indevidas.


Entender as regras é mais importante do que nunca e faz diferença no bolso e na operação do dia a dia.


Para saber mais, acesse o site da ANTT clicando aqui.




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